Piso do Frete gera efeito colateral e faz autônomos perderem espaço no mercado
Promovida para garantir renda mínima aos motoristas, a fiscalização rigorosa e a aplicação do piso mínimo de frete vêm gerando um efeito colateral inesperado nas estradas brasileiras: a perda de espaço e faturamento para os caminhoneiros autônomos (Pessoas Físicas).
Dados da plataforma Frete.com e de grandes transportadoras indicam que o volume total de cargas no país não diminuiu, mas migrou em peso para frotas corporativas de grande porte e veículos com maior número de eixos.
Por Que a Tabela Prejudicou o Autônomo?
O nó da questão está na fórmula de cálculo da tabela oficial, que considera o número de eixos e a distância percorrida, em vez da tonelada transportada.
- Custo por Tonelada: Em uma rota de 1.000 km, um rodotrem de 9 eixos atinge um custo de tabela equivalente a R$ 145 por tonelada. Na mesma rota, uma carreta tradicional (veículo mais comum entre autônomos) gera um piso de R$ 245 por tonelada.
- Fator Tributário: As empresas contratantes encontram maiores vantagens de créditos fiscais ao contratar transportadoras estruturadas (CNPJ) em relação ao motorista pessoa física.
Na prática, contratantes e embarcadores optaram por concentrar o escoamento de safras e produtos em composições pesadas e frotas de empresas para obter o menor custo por tonelada.
O Impacto Direto no Trecho
Pesquisas recentes feitas com mais de 700 motoristas autônomos revelam a dimensão do problema no cotidiano das rodovias:
- Migração no Agronegócio: A presença de carretas nos fretes do agronegócio despencou de 68% para 44%, enquanto o uso de bitrens e rodotrens subiu para 43%.
- Trabalho e Renda: 62% dos motoristas relatam queda no volume de viagens e 64% registram perda de faturamento.
- Fim da Negociação: De acordo com relatos da categoria, o piso mínimo passou a ser tratado pelos embarcadores como valor teto e preço tabelado sem margem de barganha.
- Abandono da Profissão: Diante da perda de concorrência com grandes frotas, 20% dos autônomos ouvidos já consideram vender o veículo ou mudar de atividade.
🚚 Análise Fretsk: O cenário atual reforça que regras de precificação e exigências tributárias precisam caminhar lado a lado com a realidade operacional do pequeno transportador. Para acompanhar o debate, os números e as alternativas do mercado rodoviário, continue conectado ao Fretsk.com.br!
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